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Os custos portu…

Os custos portuários, em termos de tarifas, são relativamente baixos no Brasil

Antônio Henrique Silveira, ministro dos Portos

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Maersk tem interesse em concessões de portos no Norte e Nordeste do Brasil

SÃO PAULO, 20 Mar (Reuters) – A companhia de transporte de contêineres Maersk Line, uma unidade da dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, tem interesse em participar das futuras concessões de espaços portuários no Norte e Nordeste do Brasil, afirmou o presidente-executivo da unidade brasileira da companhia, Peter Gyde, nesta quinta-feira.

“Há projetos em Suape, perto de Recife, e Manaus para concessões que têm sido adiadas. Estamos interessados em participar como grupo, mas precisamos que as concessões ocorram”, disse o executivo em entrevista à Reuters.

Para Gyde, as regiões são as de maiores crescimentos do país, mas também as que possuem mais problemas de infraestrutura, o que eleva as necessidades de investimentos.

Os dois portos fazem parte do plano do governo federal de investimentos em portos, dentro do Programa de Investimentos em Logística que também inclui rodovias, aeroportos e ferrovias.

Problemas em portos têm afetado resultados de empresas, como foi o caso da ALL que viu seus volumes transportados nas ferrovias cair em meio a gargalos em portos.

Para Gyde, há muitos desafios em portos que envolvem também burocracia e investimento nos acessos rodoviários e ferroviários, embora ele tenha ressaltado que em Santos houve melhoras com a inauguração dos terminais BTP e Embraport.

“Em Santos houve muitos investimentos. É preciso agora ter apoio na chegada no porto”, disse.

A Maersk Line prevê que os volumes transportados em contêineres cresçam de 5 a 6 por cento em 2014, o que representa um desempenho estável ante 2013, quando houve crescimento de 5,1 por cento no comércio internacional via contêiner.

Mas além dos problemas de infraestrutura, a Maersk indicou preocupações com os possíveis impactos de um racionamento de energia na indústria, no comércio também no crescimento do PIB.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

A Maersk divulgou nesta quinta-feira um relatório de comércio internacional, que mostrou aumento de 2,2 por cento em janeiro no Brasil. As importações subiram 6,7 por cento, enquanto as exportações caíram 3,6 por cento.

Para a empresa, o crescimento nas importações decepcionou. Segundo o diretor comercial da empresa, Mario Veraldo, esperava-se crescimento de dois dígitos nas importações, influenciado por produtos como televisores e sistemas de som, com a chegada da Copa do Mundo.

“Deveria ter sido maior, principalmente na cadeia de manufaturados”, disse.

Sobre o recuo de exportações, Veraldo considerou o comportamento normal, devido a safra de algodão. “Tivemos aumento na soja, em celulose, mas algodão caiu muito porque a safra foi bem menor”, disse.

De acordo com a Maersk, as exportações de soja saltaram 91 por cento e as de papel e celulose aumentaram 16 por cento, enquanto as vendas de algodão recuaram 70 por cento, ofuscando o desempenho geral das exportações de cargas secas.

(Por Roberta Vilas Boas)

Fonte: http://noticias.br.msn.com/maersk-tem-interesse-em-concess%C3%B5es-de-portos-no-norte-e-nordeste-do-brasil-1

AQUAVIAS: Transporte marítimo mundial deve movimentar 10 bilhões de toneladas em 2014

Pela primeira vez na história, a indústria do transporte marítimo vai deslocar 10 bilhões de toneladas em um ano.

A estimativa é de Stephen Gordon, da consultoria Clarkson Research Services.

Em 2002, os navios transportaram 6 bilhões de toneladas, ou uma tonelada por pessoa. Neste ano, o valor deve atingir 1,4 tonelada por habitante do planeta.

De acordo com Gordon, os setores que mais contribuíram entre 2002 e 2013 para que a marca seja atingida foram o transporte de contêineres, com crescimento de 915 milhões de toneladas, de minério de ferro (815 milhões de toneladas) e carvão (605 milhões de toneladas).

O transporte marítimo é responsável por movimentar aproximadamente 90% do volume do comércio global.

MARÍTIMAS: Nos EUA, armador declara-se culpado por crime contra a concorrência

O armador chileno Compañía Sud Americana de Vapores S.A. (CSAV) declarou-se culpado de conspiração para suprimir e eliminar a concorrência, anunciou ontem (27) o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com a denúncia, apresentada na Corte Distrital de Maryland, em Baltimore, a CSAV violou a lei antitruste americana ao se envolver em acordos e ajustes para combinação de preços, repartição de clientela e manipulação de tomadas de preço e licitações em serviços de transporte marítimo de longo curso de cargas roll-on, roll-off, dentro e fora dos EUA, no período de janeiro de 2000 a setembro de 2012.

O acordo apresentado ao tribunal para aprovação prevê que a CSAV pagará uma multa penal de US$ 8,9 milhões (R$ 20,8 milhões) e colaborará com a investigação do Departamento de Justiça sobre práticas anticompetitivas no transporte marítimo.

O subprocurador-geral Bill Baer frisou que esta foi a primeira das denúncias que resultarão do processo investigativo do qual está encarregado.

“Processar os participantes de conspirações para combinação de preços segue sendo uma das mais altas prioridades da divisão [anitruste]”, afirmou Baer.

 

Curso Dona Eulália de Transporte Marítimo

Dona Eulália nunca subiu a bordo de um navio e fica mareada só de pensar em fazê-lo, mas ela sabe que 90% de tudo viaja pelas águas do planeta. Por isso, ela decidiu conceder bolsas de estudo para analfabetos marítimos.

O primeiro agraciado é o Advogado da União Carlos Henrique Costa Leite, pela seguinte frase:

“É  de  toda  evidência  que  o  aumento  na  movimentação  de  cargas  implica  no  aumento  na movimentação de navios.”

Dona Eulália desconfia que o douto causídico escreveu o que escreveu porque desconhece economia de escala. Se tivesse ouvido, saberia que é possível movimentar mais carga sem aumento ou mesmo com redução no número de escalas, bastando aumentar o tamanho dos navios. Foi, aliás, o que ocorreu em Itajaí, onde o aumento de 8% no movimento nos onze primeiros meses de 2013 em relação a 2012 veio com uma retração de 9% no número de navios.

NAVEGAÇÃO: Frente Parlamentar quer cortar déficit de fretes de US$ 20 bi

Do Monitor Mercantil de 17 de dezembro de 2013:

O deputado Edson Santos (PT-RJ), presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima, afirma que os estaleiros vivem bom momento e que precisam consolidar sua posição. Diz que sua grande preocupação – e dos deputados e senadores que compõem a frente – é com a navegação. “O Brasil jamais será uma nação independente e soberana sem ter sua própria marinha mercante. No momento, a frota brasileira na cabotagem é expressiva, mas o país não conta sequer com um navios para levar sua exportação e trazer sua importação.” Segundo Santos, isso é uma carência não apenas política como econômica. Na parte político-estratégica, é inadmissível se ter de usar 100% de navios estrangeiros nas rotas externas e, na parte econômica, isso gera um déficit de fretes estimado em US$ 20 bilhões anuais.

“Não podemos aceitar passivamente esse rombo nas contas externas”, frisa. Lembra Santos que a União Européia estuda se a ação dos gigantes internacionais Maersk, MSC e CMA CGM constitui um cartel de fretes, que poderia prejudicar países europeus. Além disso, os grupos CSAV e Hapag-Lloyd anunciam criação de consórcio. Para o deputado, se a poderosa União Européia estuda efeitos nefastos para seu comércio exterior com possível formação de cartel, o Brasil deveria seguir essa linha e analisar a questão. Além disso, lembrou que a presidente Dilma recebeu estudos sobre a criação de uma ou mais empresas brasileiras de porta-contêineres para atuar nas rotas externas, e que não se pretende dar subsídios, mas desonerar tais companhias de certos ônus, permitir que compitam nos mares de todo o planeta. Essa tese é do empresário Washington Barbeito e foi levada a Dilma Rousseff pelo presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

– Vou lutar por esse projeto junto à presidente Dilma – declarou o deputado.

TRANSPORTE MARÍTIMO: Em busca de transparência

No dia 16 de dezembro, a Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem, órgão da Administração Pública criada pelo Decreto nº 7.860, de 6 de dezembro de 2012, deu início à Consulta Pública nº 02/2013, relativa aos preços máximos das manobras em três Zonas de Praticagem — Baía de Todos os Santos, na Bahia, Espírito Santo e São Paulo.

Segundo afirmou a O Globo o ministro da Secretaria de Portos, Antônio Henrique Silveira, “há uma expectativa com essa tarifa-teto de redução do custo médio para quem faz comércio exterior”.

Visito e revisito esta fala faz dois dias. A cada novo olhar, surgem dúvidas novas, resultantes da necessidade de definir um problema para resolvê-lo.

O ministro chamou os preços das manobras de “tarifas”. Tarifa me remete a atividades privativas do Estado, concessões, permissões e licitações, categorias às quais o serviço de praticagem não parece pertencer, já que os práticos são profissionais habilitados a prestar atividade essencial de interesse público. Assim, a menção a “tarifa” no contexto de praticagem me causa desconforto. Tratou-se de uma imprecisão terminológica do ministro ou de uma manifestação de como ele vê a função?

Outras questões assomam em torno do “custo médio do comércio exterior” e das expectativas do governo de reduzi-lo. O que o governo entende por “custo médio do comércio exterior”? Quais são seus componentes, além da praticagem? Qual é, segundo o governo, o peso da praticagem nestes custos? Qual é a redução que Brasília espera obter com o tabelamento dos serviços de praticagem?

Uma indicação do que Brasília pode ou poderia ter feito está no capítulo 7 da publicação “Análise da Competitividade Internacional dos Valores Cobrados pelos Serviços de Praticagem no Porto de Santos”, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas para a Praticagem de São Paulo. Segundo o relatório, os custos para fazer um contêiner chegar ao porto representavam 38% do custo logístico total de exportação, seguidos pelo frete (inclusive custos portuários), com 31%. Os custos burocráticos representam 21% e os custos no terminal marítimo, 10%. Ainda segundo o texto, a praticagem equivalia a algo “entre 0,40% e 0,59% do custo de transporte marítimo e entre 0,12% e 0,18% do custo logístico total de exportação” nos casos analisados.

Compreende-se perfeitamente a necessidade de dar á economia brasileira maior mobilidade e eficiência. Por outro lado, parece-me ser necessário ter cuidado para que o interesse público em um transporte marítimo seguro e socialmente responsável não seja sacrificado em nome de metas inadequadamente definidas e comunicadas ou mesmo equivocadas.

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