PORTO DE ITAJAÍ: Escala incerta

Não faz muito, li no Facebook que o navio Maersk Buffalo, de 294 m de comprimento e 32,2 metros de boca, atracou em Itapoá na noite de ontem.

Trata-se de um navio que pode ser manobrado no Itajaí-Açu; porta-contêineres com as mesmas dimensões já atracaram no Portonave. Então, por que ele não poderia vir para cá?

Parte da resposta pode estar no berço 1 do porto. Avariado e inoperante desde a enchente de setembro de 2011, ele teve quase todos os seus cabeços interditados para uso. Como resultado, a extensão de cais acostável se reduz consideravelmente, inviabilizando a atracação de um Maersk Buffalo.

Esta situação preocupa, pelo menos a mim: quanto mais tempo perdurar, mais difícil tende a ficar a situação do porto diante da concorrência. Espantosa, portanto, a falta de atividade significativa a respeito do local — são oito meses de  inércia aparente.

Fosse a demora de responsabilidade da União, dou por certo que teríamos alguma mobilização a respeito. Mas, agora, nem parece que o porto de Itajaí está sem um berço, nem parece que há muita gente a se importar.

Com uma atitude destas, o futuro vai desistir de fazer escala por aqui.

 

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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