NÁUTICA | Itajaí e Alicante destacam legado da Volvo Ocean Race

Assim como Alicante, Itajaí, em Santa Catarina, aposta no legado que será deixado pela Volvo Ocean Race na cidade. Investimentos em infraestrutura, marinas e turismo fazem parte do caderno de encargos para sediar a regata de volta ao mundo e o município brasileiro está se preparando para o desafio.

Nesta sexta-feira, os prefeitos Jandir Bellini e Sonia Castedo se reuniram na sede do poder executivo local para trocar experiências sobre o maior evento de vela. A alcaldesa, como é chamado o cargo da representante de Alicante, destacou a interação da população com a regata e o impacto econômico na região, que atingiu mais de R$ 500 milhões na última edição.

“A população abraçou a causa e houve interação de todas as esferas. Grandes eventos não são baratos e é preciso achar soluções viáveis. Mesmo em um período de crise conseguimos reverter as ações de maneira positiva. A cidade cresceu e o turismo está pronto”, avaliou Sonia Castedo.

O município espanhol investiu pesado para abrigar as próximas três aberturas da VOR. Com aval do Governo da Comunidade Valenciana, os empresários receberam incentivos fiscais para fazer de Alicante o QG (quartel general) da Volvo Ocean Race. Setores como turismo e transporte estão entre os mais desenvolvidos.

“O mundo conhece Alicante por sediar o evento e o retorno no turismo é garantido. Temos atualmente cerca de 1,5 milhão de visitantes por ano. Isso só foi possível por causa da ação da iniciativa privada e das reduções de impostos que possibilitaram essa revolução”, revelou Sonia Castedo, que manifestou interesse em visitar Itajaí no mês de abril.

Por sua vez, o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, ressaltou a necessidade de o catarinense aproveitar essa oportunidade de ouro.

“A hospitalidade do povo de Itajaí vai fazer com que todos levem uma impressão positiva e retornem à nossa cidade. Além disso, nossos voluntários e equipe multidisciplinar estarão bem treinados para receber os estrangeiros”, ressaltou Jandir Bellini.

Os números de Alicante na última edição – 2008/09 – mostram que os retornos de investimento impactaram diretamente no setor social em 23 dias de evento. No período, mais de 80% da capacidade hoteleira foi atingida. Outro detalhe chama a atenção: 937 mil visitantes passaram pela Vila da Regata, mesmo com período chuvoso. Mais de 11 mil alunos de escolas primárias conheceram a vela em atividades lúdicas no Mediterrâneo.

Nesta edição, apenas em cinco dias, incluindo o feriado de Todos os Santos (1º de novembro), a vila da regata teve 200 mil visitantes. A rede hoteleira da cidade está praticamente lotada, com 80% da capacidade (6.000 leitos ocupados).

Jornalistas internacionais conhecem Itajaí – O Comitê Organizador de Itajaí se reuniu na noite da quinta-feira com os velejadores brasileiros na VOR, Horácio Carabelli e Joca Signorini, e a imprensa brasileira e internacional para apresentar um pouco mais de como será a parada em abril. O encontro foi realizado no terraço do Volvo Ocean Race Club, na vila da regata.

A troca de experiências entre os formadores de opinião de importantes veículos do exterior foi fundamental para colocar Itajaí ainda mais na rota da vela mundial.

“A hospitalidade do povo brasileiro, o belo cenário e o crescimento econômico dos últimos 10 anos impressionam. E, pelo que pude acompanhar, Itajaí é um local belíssimo e com potencial turístico de excelência. Estou programando acompanhar a parada no Brasil”, contou Olga Samar, jornalista ucraniana, uma das mais especializadas do Leste Europeu em vela.

No jantar, o prefeito Jandir Bellini desejou boa sorte aos atletas do País e recebeu uma camisa autografada do Team Telefónica. Na noite desta sexta, Itajaí programou outro evento, desta vez para as autoridades, patrocinadores e empresários de Alicante. Os dois jantares tiveram o apoio da Portonave, primeiro patrocinador da Parada de Itajaí.

Fonte: FinalSports – Volvo Ocean Race: Prefeitos de Itajaí e Alicante destacam legado nas cidades-sede.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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