PORTO DE ITAJAÍ | Politicospirose

Em janeiro de 2009, quando o superintendente do porto, Antônio Ayres, anunciou a sua diretoria, eu estava presente. Recordo-me de que o cargo de Diretor Executivo, ocupado até fins de 2008 pelo engenheiro Marcelo Sales, seria extinto — como foi — para adaptar a estrutura administrativa da Superintendência à queda de receita resultante do desastre que acometera o Complexo Portuário.

Quando se tem este episódio do passado recente em mente, fica mais difícil justificar a ressurreição da Diretoria Executiva e o ingresso de Marcelo Sodré na direção comercial do Porto. Afinal, esta enchente deixou fora de serviço um dos berços de Itajaí e provocou redução generalizada das profundidades, o que teve e terá impactos negativos sobre as finanças da Superintendência, que já não vem bem das pernas há alguns meses.

Apenas interesses particulares e o jogo político, cujo horizonte principal é a disputa de 2012, podem explicar porque o raciocínio que há três anos levou à extinção da Diretoria Executiva não vale para o momento presente.

Não é a primeira vez que a política leva a melhor sobre os interesses do porto em uma gestão mais profissional. Basta lembrar que já tivemos como superintendente um ex-prefeito de Blumenau e atual deputado federal, cuja maior credencial para o cargo era, segundo sempre me pareceu, a de ser próximo do prefeito e do presidente da época.

A memória, esta megera, obriga-me ainda a recordar aos leitores que houve ano no qual tivemos quatro superintendentes, num verdadeiro revezamento sem senso.

Situação semelhante vive a Secretaria de Portos, em Brasília, entregue a um ex-prefeito do interior do Ceará, afilhado político do governador do seu estado.

Depois não reclamem estes leptospiras que não lhes dão crédito.

Anúncios

Tags:, , , ,

About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
%d blogueiros gostam disto: