AQUAVIA | Armadores estrangeiros operam sem autorização no Brasil

Não faz muito, disse que o governo brasileiro pode não afinar com os EUA, mas certamente afina com as empresas estrangeiras de transporte marítimo.

Aqui está o que me parece mais uma indicação disso.

O ofício acima é resultado de uma disputa judicial que envolve o Centro Nacional de Navegação (que, de nacional, tem muito pouco, como evidencia a sua lista de associados).

Dos 24 armadores sobre os quais o Juízo da Segunda Vara Cível de Paranaguá (PR) pediu informações, apenas a japonesa MOL tem autorização para funcionar no País, concedida através do Decreto nº 739, de 26 de janeiro de 1993.

As demais, nem aí para a hora do Brasil.

O pior disto é que nem dá para dizer que “dormia a nossa Pátria, mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída”…

Essas empresas, todas associadas ao Centro (Multi)Nacional de Navegação e quase todas operando aqui à margem da lei, têm tido presença constante na mídia, a ditar regras e exigências para nós em tudo quanto seja de interesse delas. Buscam poder, sem a responsabilidade correspondente. E Brasília, deslumbrada, almoça com eles e afaga-os, tratando-os como se brasileiros fossem e entregando a eles um setor fundamental da nossa economia sem compensação suficiente para o interesse público.

Está mais do que na hora de lembrar a esses senhores, capitaneados pelo teuto-brasileiro Julian Thomas, que eles devem respeito às leis deste país. De preferência, com o Ministério Público em cima deles.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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