AQUAVIA | Vistam os coletes, o leme sumiu!

Um porta-contêineres de bandeira chinesa encalhou ano passado no Estreito de Kanmon, no Japão, devido à queda do seu leme, revelou o Japanese Transport Safety Board (JTSB) em relatório sobre o acidente divulgado pelo Ministério dos Transportes nipônico no último dia 26 de novembro.

O navio Song Cheng tocou o fundo depois de ficar sem governo e cruzar a proa de um navio que se aproximava, escapando por pouco de abalroá-lo.

O JTSB, responsável pela investigação de acidentes envolvendo transportes no Japão, afirmou não ter conhecimento de um incidente no qual outro navio mercante tivesse perdido seu leme para o mar por cair de sua posição.

Segundo o relatório, o Song Cheng entrou na Hidrovia Kanmon, que atravessa o Estreito de Kanmon procedente do Mar do Japão às 4:41 h de 28 de julho de 2009. Enquanto o navio transitava pela “pista” direita da hidrovia, um som foi ouvido a bordo, e logo depois se descobriu que o navio não obedecia ao seu timão. Com isso, não foi possível evitar que o Song Cheng invadisse a “pista” contrária logo à vante da proa de um outro navio. Apesar dos esforços da Guarda Costeira e da tripulação do navio chinês, não se conseguiu pará-lo e evitar o encalhe ao largo da costa de Shimonoseki, Yamaguchi, logo após as 4:50 h.

Ao examinar o navio, os investigadores descobriram que uma peça destinada a impedir o afrouxamento da porca que deveria ter mantido o leme no seu lugar não apenas estava ausente, como aparentemente jamais havia sido colocada. Constatação similar foi feita a respeito de uma chapa, também ausente, cujo propósito era evitar o contato da água do mar com a parte interna da estrutura de sustentação do leme, o que pode ter permitido que a água ingressasse e enfraquecesse a seção do leme ao redor da porca.

O Estreito de Kanmon divide as ilhas de Honshu e Kyushu. Já a Hidrovia Kanmon é um dos principais corredores de transporte do Japão: por ela transitam cerca de 50.000 navios por ano.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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