PORTOS.BR | Paranaguá em busca de seus limites

Os práticos de Paranaguá participam, de quarta (24) a sexta-feira (26), de um estudo que deve indicar os novos limites operacionais para os navios que pretendam operar nos portos paranaenses. Um dos principais objetivos é dar aos portos condições de receber os maiores navios porta-conteineiros destinados a operar na América do Sul nos próximos anos, com capacidade de 9 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner-padrão de 20 pés — 6 m — de comprimento).

“Teremos um relatório de viabilidade e eventuais restrições, com isso, vamos discutir as medidas necessárias para facilitar a navegação no litoral do Estado e tornar as manobras mais seguras para todos”, explicou João Batista Lopes dos Santos, diretor técnico do Porto de Paranaguá.

Os resultados obtidos no estudo de manobrabilidade podem servir ainda para orientar o treinamento de práticos e mestres de rebocadores e a construção de novos terminais ou novos berços adequados aos grandes navios.

“A intenção é ter ferramentas para que possamos determinar projetos arrojados que acompanhem as exigências do comércio internacional”, destacou o diretor-superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva. “As informações serão repassadas aos práticos, Marinha e Appa”.

CENÁRIOS

A partir das informações existentes e das obras planejadas para os portos, as manobras simuladas se desenvolvem três cenários fundamentais, como explica o oceanógrafo Lindino Benedet, diretor da empresa Coastal Planning and Engineering — a mesma que realizou simulações na praticagem de Itajaí há um ano atrás, com finalidade semelhante:

“Desenvolvemos virtualmente o cenário atual, no qual o Porto de Paranaguá está autorizado a receber navios com até 301 metros de comprimento e 40 metros de largura; o obtido em médio prazo, com a dragagem de manutenção do acesso marítimo; e o de longo prazo, obtido com as obras de aprofundamento dos berços e do canal da Galheta.”

Segundo o técnico que realizou as primeiras manobras no simulador, James Norwood, foi possível realizar a manobra e atracação virtual de um navio de grande porte, com facilidade, principalmente no cenário com a dragagem de 14 metros de profundidade. “Utilizamos o modelo de um navio porta-contêiner de 347 metros de comprimento e 45 metros de largura. Até mesmo os rebocadores seguiram o padrão real e os resultados indicam a viabilidade em situações de clima e ondas bastante adversas”, disse.

Com informações da Agência de Notícias do Estado do Paraná

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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