INTERNACIONAL | Especialistas da ONU condenam ataque de Israel contra frota humanitária

Originalmente publicado em R7, 2010/09/23

Um grupo de especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou [na] quarta-feira (21) que a ação militar israelense contra uma frota humanitária que seguia em direção à faixa de Gaza, em maio deste ano, foi ilegal e resultou em violações dos direitos humanos e da lei humanitária internacional.

Os três especialistas – escolhidos pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar o ataque, que resultou na morte de nove ativistas turcos – disseram ainda que o bloqueio de Israel à faixa de Gaza também é ilegal.

Os peritos de Reino Unido, Trinidad e Malásia disseram no relatório que a ação militar de Israel usou força desproporcional e “violência inacreditável e totalmente desnecessária” ao interceptar a frota.

– Eles utilizaram um nível inaceitável de brutalidade. Tal conduta não pode ser justificada ou tolerada, nem mesmo por motivos de segurança.

O relatório, que será entregue ao Conselho de Direitos Humanos na próxima segunda-feira (27), afirma que a ação foi ilegal e que as investigações mostraram evidências de ao menos seis execuções entre os nove ativistas mortos.

– Houve graves violações das leis de direitos humanos e do direito humanitário internacional.

Grupo reconhece direito à defesa de Israel

Os três especialistas disseram que Israel tem direito a defender sua segurança, e que o ato disparar foguetes contra o território israelense desde a faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, também é uma violação dos direitos humanos.

Ao mesmo tempo, os especialistas concluíram que o bloqueio de Israel ao território palestino resulta em um “castigo coletivo à população civil e é ilegal em quaisquer circunstâncias”.

O grupo, que não teve permissão para entrar em Israel, afirmou que o país se recusou a colaborar com a sua missão e pediu que as autoridades israelenses identifiquem os envolvidos na ação violenta e os processem.

Israel diz que militares se defenderam

Israel, que diz que os ativistas no navio foram mortos porque atacaram os militares, já havia declarado que não trabalharia com os especialistas do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O país, no entanto, deixou claro que concordaria em cooperar com outra investigação feita por um grupo apontado pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon. Os israelenses também conduzem sua própria investigação.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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