AQUAVIA | Praticagem de SP apresenta propostas para melhoria do porto de Santos

Um estudo da Praticagem do Estado de São Paulo sobre o porto de Santos mostra que nem todas as soluções para aumentar a eficiência da movimentação de cargas e navios nos portos brasileiros passam por dragagens.

O documento, enviado aos candidatos à presidência, ao governo do Estado e aos candidatos a deputados da Baixada Santista, apresenta alternativas capazes de dar maior agilidade ao tráfego de navios no maior porto da América Latina.

Uma das propostas é a adoção de cabeços duplos. Os atuais, simples, chegam a receber oito cabos cada um, o que leva a inúmeros casos de cabos mordidos. A Praticagem de São Paulo calcula que Santos perde aproximadamente 3 mil horas-navio por conta desses incidentes.

Os práticos propõem ainda que se estimule o aumento do número de rebocadores com propulsão onidirecional — tratores e tratores reversos, por exemplo. Ao contrário de portos como Hamburgo, que operam exclusivamente com rebocadores onidirecionais, Santos ainda tem rebocadores de propulsão convencional em operação, o que reduz a capacidade do prático de manter controle sobre o navio em manobra. Além disto, quando há mais de trinta manobras por dia, a limitação do número de rebocadores produz atrasos, já que é preciso esperar aguardar pela liberação de rebocadores envolvidos em outras fainas.

As defensas utilizadas no complexo santista também receberam atenção dos práticos, para quem sua ausência ou deficiência é fator adicional de risco e obriga a maior demora nas atracações.

“Como se vê”, analisa Fabio Mello Fontes, presidente da praticagem paulista, “essas e as demais sugestões são pequenas diante do universo dos problemas e investimentos do porto, mas sua execução irá provocar uma enorme economia para todos com a melhora da eficiência do porto”.

(com informações de Lu Fernandes Comunicação e Imprensa)

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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