PRESTIGE | Espanha pede 2 bi de euros

As autoridades judiciais galegas vão pedir uma indemnização superior a dois bilhões de euros ao armador e seguradora do petroleiro Prestige, naufragado em novembro de 2002 junto a águas internacionais portuguesas, tendo em conta os prejuízos ambientais da maré negra.

O pedido de indemnização resulta de um cálculo apoiado nas normas do Fundo Internacional de Compensação por Danos de Hidrocarbonetos e prevê as consequências ambientais do desastre ecológico nas praias da Galiza. A indemnização é pedida pelo Estado Espanhol ao proprietário do Prestige, a Universe Maritime, além da seguradora London P&I Club, com movimentos populares a juntaram-se ao processo.

O julgamento envolve acusações de negligência em crime ambiental do comandante do navio, o grego Apostolos Mangouras, e outros dois elementos de comando. Para Mangouras, autorizado a voltar à Grécia dois anos depois do naufrágio, é pedida uma pena de mais de cinco anos de cadeia.

A 13 de Novembro de 2002, o Prestige foi apanhado numa tempestade ao largo do Cabo Finisterra, na Galiza, e sofreu um rombo de 35 metros no casco. Seis dias depois afundou-se a 270 quilómetros da costa. Mais de 2600 quilómetros da costa espanhola foram afectados nos meses seguintes por cerca de 30 mil toneladas de fuelóleo derramadas pelo petroleiro.

As manchas de fuelóleo libertado chegaram a 36 quilómetros da Zona Económica Exclusiva portuguesa, o que motivou a mobilização de meios de combate à poluição no litoral de Caminha. O produto espalhou-se por dezenas de quilómetros de praias galegas, com algumas “manchas negras” a ameaçar o litoral Norte de Portugal, que acabou por passar incólume a uma das maiores tragédias ambientais de Espanha. O Prestige está afundado a cerca de 400 quilómetros da costa portuguesa e verte 13 litros de fuel por dia, segundo recentes inspecções subaquáticas. No interior do navio ainda estão depositadas 1400 toneladas de combustível.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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