CONTÊINER | Frota ociosa é a menor em 17 meses

A capacidade inativa da frota mundial de navios porta-contêiner diminuiu para 549 mil TEUs, ou 4,1% do total, nível mais baixo em 17 meses, segundo a consultoria AXS-Alphaliner.

Em dezembro de 2009, a capacidade inativa atingira seu pico histórico, na marca de 1,5 milhão de TEUs.

Um fato “notável” para os consultores da Alphaliner é que a redução da frota ociosa ocorreu a despeito da entrada em operação de 1,1 milhão de TEUs em navios novos nos 12 meses precedentes.

A redução de quase 1 milhão de TEUs em seis meses se explica, em primeiro lugar, pelo crescimento do tráfego originado a partir da Ásia. A maior necessidade de porta-contentores deve se sustentar até o final de junho e absorver mais capacidade atualmente inerte, graças ao “efeito Papai Noel” —  demanda aumentada dos Estados Unidos e da Europa por bens de consumo, em função do Natal.

O segundo fator que explica a diminuição da capacidade inativa é a adoção de velocidades de navegação bem inferiores àquela para a qual os navios foram projetados. Esta prática, conhecida como slow-steaming, não apenas reduz 0 custo do navio em viagem — o gasto do combustível representa tipicamente de 40 a 50% do total — mas também permite maior aproveitamento dos navios que estavam fora de serviço.

Sem o slow-steaming, a frota de porta-contêineres ociosos teria ficado em cerca de 1,1 milhão de TEUs, ou 8,2% da frota total.

Faltam grandes, sobram pequenos

No momento, a demanda por navios conteineiros de médio e grande portes (capacidade de pelo menos 4,3 mil TEUs) está aquecida.

Dos navios que ainda estão ociosos, a maior parte — 191 deles — estão em mãos de armadores meramente proprietários e tem de 500 a 3 mil TEUs de porte.

Segundo a Alphaliner, apenas sete navios de mais de 5 mil TEUs estão fora de operação, mas a maioria deles já está destinada a retornar ao mercado nas próximas semanas.

Outro sinal do interesse por VLCSs foi dado nesta semana pelo presidente da Neptune Orient Lines, Ron Widdows, para quem está “impossível” afretar qualquer navio com capacidade mínima de 6 mil TEUs.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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