PORTOS DO BRASIL | Pedro Brito contesta Ipea

Agência Brasil

Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos portos brasileiros são suficientes e o país está cada vez mais atraindo investidores nessa área, disse hoje (20) o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito.

Ele contestou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado no início desta semana. Segundo o estudo, os investimentos do PAC destinados aos portos não dão conta do que é realmente necessário para o volume de cargas a ser exportado.

“Do ponto de vista dos investimentos na melhoria da infraestrutura portuária, os recursos alocados são absolutamente suficientes. A maior prova é de que estamos atraindo investimentos privados para os portos, tanto de investidores brasileiros quanto internacionais”, disse o ministro.

Ele disse ainda que a secretaria já havia feito o mesmo diagnóstico apresentado pelo Ipea para mapear os investimentos necessários para melhorar os portos. De acordo com Brito, o único problema que se tem hoje na área é a demora na liberação das cargas.

“Estamos demorando uma média de cinco dias para liberar uma carga, enquanto os países mais eficientes demoram de um a dois dias.”

Para resolver essa questão, a secretaria trabalha em um projeto para que todos os agentes envolvidos na questão portuária tenham um sistema único de dados, por meio do qual terão acesso às informações sobre as cargas e os navios, entre outras. Com esse sistema, o ministro acredita que será possível reduzir os custos e aumentar a eficiência.

Comentário

Basta observar a ficha do Brasil no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial para se ver que Ipea e Pedro Brito têm boa dose de razão.

A infraestrutura portuária nacional ainda não está à altura dos países mais desenvolvidos, sem dúvida. Uma evidência disto é o nome da nova classe de navios porta-contêineres que a Maersk deve trazer para o Brasil em 2011: “Sammax”, porque são os maiores que podemos receber…

Entretanto, o que mais atrasa e onera a movimentação de cargas nos portos brasileiros é a burocracia, o formalismo. E isso tem ônus.

Falta fazer as contas (alguém se apresenta?), mas é certo que cada dia que um contêiner cheio fica parado traz custos semelhantes ao custo de estoque, especialmente para o importador. Com isto, a cadeia logística no porto fica mais longa do que deveria — e toda a economia paga a fatura.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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