PORTO DE ITAJAÍ | Nosso Aiafiatla

A chuva que caiu no Vale do Itajaí na semana passada iniciou mais um ciclo de restrições para a operação do Complexo Portuário do Itajaí.

Desta vez, a barra não está fechada. Mas as “águas do monte” dificultam e retardam — de novo — a entrada e saída dos navios, especialmente dos conteineiros  de grande porte, com capacidade de mais de 4 mil TEUs.

É assim, ou pior, toda vez que o nível do rio Itajaí-Açu se aproxima de 3,5 metros em Indaial — coisa que acontece principalmente na primavera. E a atividade marítimo-portuária de Itajaí e de Navegantes sempre está entre as primeiras baixas.

Comecei a dizer que o Itajaí-Açu está para o Complexo Portuário como aquele vulcão islandês está para o espaço aéreo da Europa. É um Aiafiatlajokutl de água e sedimentos que faz o porto tremer e temer a cada vez que se manifesta de forma mais veemente.

A comparação pode ter algum nexo e graça, mas não é exata.

Ao contrário do Aiafiatla, o comportamento do Itajaí-Açu poderia ser previsto e seu fluir, controlado. Isso daria maior tranquilidade a toda a indústria de logística a transporte que atua na região, já que eventuais comprometimentos ou interrupções do tráfego de navios em razão da correnteza aconteceriam com menor frequência e, quando ocorressem, teriam menor repercussão.

As cheias do nosso Aiafiatla são 0 principal risco à confiabilidade e bom funcionamento do nosso Complexo Portuário. E assim continuarão a ser, enquanto o público ficar à distância das discussões e decisões sobre o porto e seu futuro.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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