‘Mini-pós-panamaxes’ devem dominar Costa Leste da América do Sul

Design da DNV para um conteineiro "Mini-pós-panamax" de 6.200 TEUs com 1.200 tomadas reefer

Design da DNV para um conteineiro "Mini-pós-panamax" de 6.200 TEUs com 1.200 tomadas reefer

Navios conteineiros ‘mini-pós-Panamax’, com capacidade de 5.000 a 7.500 TEUs, grande número de slots para carga refrigerada e menor calado poderão se tornar o esteio do transporte de contêineres de longo curso na Costa Leste da América do Sul, especialmente no tráfego com a Europa, dentro dos próximos 5 anos.

A informação consta de estudo feito pela consultoria AXS Alphaliner para a sociedade classificadora norueguesa Det Norske Veritas (DNV).

A principal razão para a preferência por este porte de navio está, fundamentalmente, nas limitações ditadas pela infraestrutura nos portos da América do Sul.

As principais restrições, para a Alphaliner, são comprimento e calado máximos dos navios que esses portos podem receber, e ainda o porte dos guindastes e portêineres disponíveis, já que são necessários equipamentos diferenciados para poder carregar e descarregar navios com mais de 32 m de boca (largura, no jargão náutico).

Apesar das deficiências, a Alphaliner prevê um crescimento expressivo do transporte de contêineres na Costa Leste da América do Sul, no dois sentidos, com destaque para o segmento de cargas refrigeradas, já que é substancial o volume de exportações de frutas, carnes e outros produtos perecíveis.

No sentido inverso, o volume de importações deve continuar a aumentar, em razão da maior demanda por bens de consumo.

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About Alexandre da Rocha

Nasci carioca, nasci guanabarino. Desconfio que nasci marinho. Cheguei a deixar do mar, sim... Mas cadê que o mar deixou de mim? Vim morar
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